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Dados do Trabalho


Título

TRATAMENTO VIDEOLAPAROSCOPICO(VLP) DOS CALCULOS DE TRATO URINARIO SUPERIOR(TUS)

Resumo

Introdução: Litíases em ureter proximal, pelve renal e divertículos calicinais são patologias com vasta opção terapêutica. A litotripsia por ureteroscopia é minimamente invasiva. Porém, eficácia e taxas de complicações aumentam em cálculos acima de 2cm. A cirurgia laparoscópica tem sido utilizadas como opção viável no tratamento desses cálculos. Apesar de mais invasivo que a litotripsia extracorpórea e a ureteroscopia, a abordagem laparoscópica permite completo “clearence” dos cálculos em um único procedimento.
Objetivo: Demonstrar resultados de 15 anos de tratamento videolaparoscópico de cálculos do trato urinário superior (TUS) do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Foi realizada análise retrospectiva de prontuários dos pacientes submetidos ao tratamento videolaparoscópico dos cálculos do TUS no HUB entre Agosto de 2003 e Outubro de 2018. Resultados: Foram realizadas 36 pielolitotomias (11 à esquerda), 39 ureterolitotomias de ureter médio e proximal (15 à esquerda) e 4 nefrolitotomias à direita por cálculos em divertículos calicinais. A abordagem videolaparoscópica ocorreu primariamente em cálculos grandes localizados em divertículos calicinais, cálculos impactados em ureter e pelve renal ou como cirurgia de resgate após falha da litotripsia extracorpórea e/ou ureteroscopia semirrígida.. Necessidade de conversão para cirurgia aberta em 6 casos (7%): 1 pielolitotomia por hemorragia em paciente com 2 nefrolitotomias abertas prévias ipsilaterais; 2 casos de pielolitotomias por intensa inflamação peripiélica (um em rins em ferradura) e 3 casos de ureterolitotomias por dificuldades técnicas decorrentes de cálculos muito aderidos à mucosa ureteral. Ocorreram 2 complicações intra-operatórias (2,5%): uma lesão de veia cava inferior, identificada e corrigida por via VLP, e uma lesão intestinal não reconhecida no intra-operatório. Houve 9 complicações pós-operatórias (11%). Nenhum paciente necessitou de hemotransfusão. Cateter ureteral foi implantado em 84% dos pacientes (53 anterógrado e 14 retrógrado). Tempo médio de internação foi de 3,17 dias (2-17). Noventa e quatro por cento dos pacientes estavam livres de cálculo após um procedimento. Conclusão: Nossos resultados confirmam a eficácia e a segurança do manejo videolaparoscópico da litíase urinária, com a vantagem de ser um procedimento pouco invasivo, com menor necessidade de analgesia pós-operatória, retorno precoce as atividades diárias e melhores resultados estéticos em relação a cirurgia aberta.

Palavras Chave ( separado por ; )

cálculo renal; videolaparoscopia

Área

Litíase / Endourologia

Instituições

Hospital Universitário de Brasília - Distrito Federal - Brasil

Autores

Thiago Vilela Castro, RHANIELLEN SILVA FERREIRA, MARCOS PAULO BORGES MENDANHA, FRANSBER RONDINELLE ARAUJO RODRIGUES, EDUARDO CARVALHO RIBEIRO, FERNANDO AUGUSTO FERREIRA DIAZ, LUIZ ANGELO DE MONTALVÃO MARTINS, PEDRO HENRIQUE JAIME E SILVA