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Dados do Trabalho


Título

CISTITE INTERSTICIAL: POR QUE DEVERIA ESTAR INCLUSA NOS MANUAIS DIAGNOSTICOS DE SAUDE?

Resumo

INTRODUÇÃO: A cistite intersticial (CI) é uma doença com fisiopatologia desconhecida que possui alta incidência dentro das infecções do trato urinário. O diagnóstico da CI assenta um conjunto de sintomas exagerados das sensações normais, definidos como achados patognomônicos, sendo os principais: dor suprapúbica do tipo queimação, disúria, polaciúria, urgência miccional e nictúria. Estima-se, segundo a National Institute of Arthritis, Diabetes, Digestive and Kidney diseases (NDDK), que 10 a cada 100.000 habitantes tenham CI, sendo 10% a prevalência de casos mais graves e 90% acometendo o sexo feminino. Em geral, os sintomas duram de 3 a 5 anos, até que o paciente procure tratamento, devido ao padrão subagudo da doença, e a principal porta de atendimento à CI é a Atenção Primária (AP)
OBJETIVOS: Este trabalho visa exaltar a importância da doença bem como reconhecê-la como diagnóstico diferencial para outras patologias do trato urinário, visando o bem estar do paciente portador da CI.
MATERIAIS E MÉTODOS: Foram pesquisados artigos científicos publicados entre os anos 2003 e 2019 nas bases de dados Lilacs e Scielo através dos descritores “Cistite”, “atenção primária” e “incidência”.
RESULTADOS: A NDDK estabelece critérios de inclusão e exclusão para o diagnóstico de CI, sendo os de inclusão: glomerulações ou úlceras de Hunner difusas na cistoscopia e dor associada à bexiga e urgência urinária. Os de exclusão são: capacidade vesical superior a 350 mililitros na cistometria, ausência de urgência urinária, contrações não inibidas do músculo detrussor, duração de sintomas em menos de 9 meses, ausência de noctúria, diagnóstico de cistite bacteriana ou prostatite nos últimos 3 meses, litíase vesical ou ureteral baixa, diagnóstico de cistite tuberculosa, rádica ou neoplasias, associações a medicamentos que ocasionam os sintomas, entre outros.
CONCLUSÃO: Os Registros de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (ICSAP) de 2014 a 2018 relatou as infecções do trato urinário como um dos principais motivos de internações na AP, principalmente no sexo feminino. Dentre essas infecções, as pielonefrites e cistites são expressivas em números, sendo denominadas Condições Ambulatoriais Sensíveis à Atenção Primária. Então, fica claro a importância da abordagem correta da CI na AP, devido ao seu caráter tardio de diagnóstico e às complicações que muitas vezes levam o paciente à internação.

Palavras Chave ( separado por ; )

Cistite Intersticial, Atenção Primária, Assistência à Saúde, Urologia, Doenças do Sistema Urinário, Mulheres.

Área

Uroneurologia / Disfunção Miccionais / Urodinâmica

Instituições

Universida de Itaúna - Minas Gerais - Brasil

Autores

Rogério Saint-Clair Pimentel Mafra, Isadora Castanheira Domingos, Henrique Guimarães Vasconcelos, Sílvio Henrique da Silva Vaz, Clarissa Duarte Guerra Machado, Natália Rodrigues de Abreu Vieira, Ricardo Antônio de Pádua Gandra