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Dados do Trabalho


Título

COMPARAÇAO DA ULTRASSONOGRAFIA E DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA NO DIAGNOSTICO DE URETEROLITIASE.

Resumo

Introdução: A litíase urinária é uma patologia de ocorrência frequente. A confirmação diagnóstica deve ser amparada em exames de imagem apropriados. A Ultrassonografia (US) tem ampla aplicação em nosso meio, é bastante difundida e tem um custo relativamente baixo. A US é limitada na detecção de pequenos cálculos renais, principalmente aqueles inferiores a 5mm, bem como os cálculos no trajeto ureteral. Contudo, a Tomografia Computadorizada (TC) é considerado o exame padrão para avaliação de litíase urinária por apresentar maior índice de sensibilidade e especificidade, mas seu emprego é muitas vezes limitado por se tratar de um método ainda não disponível de maneira universal.
Objetivo: Comparar a acurácia de dois métodos de imagem (US e TC) no diagnóstico de ureterolitíase.
Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo de caráter transversal em 76 prontuários de pacientes atendidos em um hospital escola, no período de janeiro de 2016 até abril de 2018, em que foram realizados em todos os casos, os exames de US e TC, para o diagnóstico de ureterolitíase. As informações foram analisados e tabeladas em planilhas do Excel e do SPSS (v25), tendo IC de 95%.
Resultados: Dos 76 casos analisados, 50 eram homens e 26 mulheres. Apenas em 19 pacientes foi possível a visualização dos cálculos por meio do exame de US, perfazendo 25% dos casos. A média geral do tamanho dos 76 cálculos foi de 0,75 e aqueles casos em que US foi positiva ficou em torno de 0,78. Em 56,57% predominou o ureter terminal a localização dos cálculos diagnosticados pela TC, seguido pelo ureter superior e médio. Já na US em 57,89%, 11 casos, a localização foi inferior seguido pelo ureter médio e superior.
Conclusão: A partir da análise dos dados, observou-se que em apenas 25% dos casos o exame de US foi eficaz no diagnóstico, mostrando sua baixa sensibilidade e certificando a TC como melhor método no diagnóstico, mostrando sua superioridade desde a década de 90. Sabe-se que a US é limitada em detectar cálculos pequenos, abaixo de 0,5cm, mas nestes casos a média foi acima disto, em torno de 0,75. A US em muitos serviços é considerado método de imagem inicial, mas é importante ter em mente a necessidade de prosseguir a investigação quando necessário. A TC fornece ainda dados importantes, como à densidade do cálculo, estrutura, dimensões nos diversos eixos, que são parâmetros úteis e preditores de sucesso no tratamento endourológico.

Palavras Chave ( separado por ; )

ureterolitíase; tomografia computadorizada; ultrassonografia

Área

Litíase / Endourologia

Instituições

UFCSPA - Rio Grande do Sul - Brasil, UNISC - Rio Grande do Sul - Brasil

Autores

Gabriela Carboni, Julia de Moraes Costa, Caroline Haubert da Silveira, Maria Clara Canova Mosele, Ana Paula Haas, Henrique Py Laste, Sandro Eduardo Laste, Paulo Roberto Laste