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Dados do Trabalho


Título

O PAPEL DA UROFLUXOMETRIA COM ELETROMIOGRAFIA PERINEAL NA ABORDAGEM INICIAL DA CRIANÇA COM DISFUNÇAO MICCIONAL: A EXPERIENCIA DO NUCLEO DE DISFUNÇOES MICCIONAIS PPC/UERJ

Resumo

OBJETIVOS: Comparar as principais recomendações para a abordagem inicial à criança com disfunção miccional no que tange ao uso da urofluxometria com eletromiografia perineal (EMP) como ferramenta diagnóstica complementar, descrever os seus benefícios, o atual protocolo adotado e a experiência do Núcleo de Disfunções Miccionais da Policlínica Piquet Carneiro, Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

METODOS: Foram revisados os Guidelines atualizados na abordagem inicial à criança com disfunção miccional - AUA, EAU, SBU, ICCS e livros texto padrão de urologia e urologia pediátrica (Campbell 11a ed e Kelalis 6a ed) quanto a recomendação de se realizar o exame de urofluxometria com EMP na abordagem inicial à criança com disfunção miccional; A construção e operacionalização do protocolo adotado no NDM/UERJ inclui a realização de urofluxometria (Laborie - Ontario, Canada) para todos os pacientes 5-17 anos com quadro de disfunção miccional.

RESULTADOS: Não existem recomendações pela AUA nem pela SBU; Os livros textos supracitados apenas recomendam a adoção do método nos casos refratários. A EAU recomenda (sem destacar o grau de evidência) a realização do método diagnostico; A ICCS enfatiza o uso do método, que inclusive pode orientar a conduta do caso. Descreve os principais desenhos da urofluxometria - Sino, Torre, Staccato, Interrompido e Plateau, inclusive associada a medida do resíduo pós miccional e a atividade eletromiográfica do perineo. O protocolo adotado no NDM/UERJ inclui a realização de urofluxometria com EMP e medida do volume residual por ultrassonografia na abordagem inicial de todos os pacientes, como ferramenta diagnostica e orientadora de conduta no que tange ao uso de medicações, intervenções em fisioterapia ou cateterismo intermitente limpo.

CONCLUSÕES: A disponibilidade do uso da Urofluxometria com eletromiografia perineal, seguida da medida do resíduo pós miccional em crianças 5-17 anos portadoras de disfunção miccional embora não uniformemente recomendada pela associações internacionais, pode ajudar no manejo desses casos. A experiência crescente do Núcleo de Disfunções Miccionais UERJ inicialmente adotando este exame para todos os casos permitirá a construção de um nível de evidência solido quanto a esta recomendação,

Palavras Chave ( separado por ; )

Disfunção miccional; micção disfuncional; urofluxometria;

Área

Urologia Pediátrica

Instituições

Hospital Universitário Pedro Ernesto UERJ - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

Edson da Silva Salvador Junior, Tassia Monteiro Lobountchenko, Eliane Garcez Fonseca, Pedro Lago Ferrer, Celso Mario Costa Lara, Ronaldo Damião