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Dados do Trabalho


Título

O PAPEL DA UROFLUXOMETRIA NO DIAGNOSTICO E TRATAMENTO DE CRIANÇAS COM SINTOMAS DO TRATO URINARIO INFERIOR

Resumo

Introdução: A urofluxometria é comumente usada na avaliação de crianças com sintomas do trato urinário inferior (LUTS). Tentativas foram feitas para atribuir características da urofluxometria a sintomas em crianças com LUTS. Nossa hipótese é que não há correlação entre características de fluxo e LUTS.
Métodos: Dados de 265 crianças foram coletados prospectivamente em banco de dados contendo urofluxometria inicial e final, bem como os resultados dos sintomas iniciais e resposta ao tratamento. Os pacientes foram diagnosticados como tendo bexiga hiperativa (OAB), micção disfuncional (DV) ou bexiga hipoativa (UAB). Os parâmetros de fluxo antes e após o tratamento foram analisadas usando Kruskal Wallis e, quando apropriado, testes T no SPPS.
Resultados: Um total de 227 mulheres (OAB: 168; DV: 45; UAB: 14) e 38 homens (OAB: 23; DV: 11; UAB: 4) com média de idade de 7,2 ± 2,8 anos no início do tratamento e 10 ± 2,8 anos no final do tratamento foram avaliados. Não foi encontrada correlação entre sintomas comuns de DTUI e dados da urofluxometria. A urofluxometria inicial mostrou um volume urinado diferente (VV) entre os pacientes com OAB x DV, e OAB x UAB (p <0,001 e p=0,016, respectivamente). OAB e UAB tiveram um Qave diferente (p=0,028). Após o tratamento, não foram observadas diferenças nos parâmetros de fluxo entre os diferentes grupos de LUTS em meninas e meninos. Comparando os dados pré e pós tratamento, no grupo OAB, VV, Qmax, Qave, capacidade vesical total, Qmax Flow Index (FI) e Qave FI foram diferentes (todos p <0,002). Para os pacientes com DV, foram encontradas diferenças no volume pós-miccional (RPM), Qmáx, Qave, Qmáx est, Qave est, Qmáx FI e Qave FI (todos p <0,04). O grupo UAB apresentou diferença apenas na RVM (p <0,001).
Conclusões: Os resultados mostram que a urofluxometria não é capaz de diferenciar entre os tipos de LUTS, mas foi claramente capaz de mostrar diferenças relacionadas ao tratamento. Os achados minimizam a dependência nas curvas de fluxo e indicam a necessidade do uso de parâmetros de fluxo normalizados. Além disso, esses achados apontam para a necessidade de uma avaliação individualizada e diagnóstica baseada em todo o quadro clínico.

Palavras Chave ( separado por ; )

LUTS; Incontinência urinária; fluxometria; criança

Área

Urologia Pediátrica

Instituições

Universidade Federal de Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, Yale University - - Estados Unidos

Autores

Rejane Paula Bernardes, Jose Murillo B Netto, Israel Franco