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Dados do Trabalho


Título

ANALISE DA CONECTIVIDADE CEREBRAL POR RESSONANCIA NUCLEAR MAGNETICA FUNCIONAL (FMRI) MOSTRA EVIDENCIAS DO MODO DE AÇAO DA ELETROESTIMULAÇAO TRANSCUTANEA PARASSACRAL (PTENS)

Resumo

Introdução: A estimulação nervosa elétrica transcutânea parassacral (pTENS) é uma modalidade de tratamento comum para pacientes com bexiga hiperativa (BH). Seu mecanismo de eficácia ainda precisa ser elucidado. Estudo recente com fMRI em adultos usando estimuladores do nervo sacral implantados demonstrou mudanças em áreas do cérebro envolvendo o córtex cingulado anterior (ACC). O objetivo deste estudo é avaliar mecanismo de ação da pTENS no cérebro através da avaliação da conectividade cerebral.
Métodos: Dez voluntários adultos sem sintomas do trato urinário inferior foram submetidos a fMRI. Os eletrodos foram colocados na pele no nível sacral (S2) (pTENS) e na região escapular direita - Sham (sTENS). A estimulação foi feita duas vezes em cada local por 6 minutos a uma frequência de 10 Hz e largura de pulso de 260 μs e intensidade determinada pelo limiar motor. Como controle, foram realizados dois ciclos de imagens por 6 minutos em repouso. Os dados de conectividade funcional foram adquiridos durante cada estado (repouso, pTENS e sTENS). Para análise, foi realizado processamento padrão da conectividade funcional. A conectividade foi examinada para investigar mudanças funcionais no ACC entre as estimulações e as condições de estado de repouso. A significância foi avaliada em p <0,05 corrigida para comparações múltiplas.
Resultados: Para todas as condições (pTENS, sTENS e repouso), os padrões de conectividade do ACC foram detectados com forte conectividade entre o ACC e as regiões subcorticais e entre o ACC e o lobo frontal. A conectividade funcional entre o ACC e o córtex pré-frontal dorsal lateral (DLPFC) foi significativamente aumentada durante o pTENS em comparação ao repouso. O sTENS não aumentou a conectividade entre o ACC e o DLPFC quando comparados.
Conclusões: O resultados preliminares aqui demonstrados indicam que o ACC é um importante local de ativação durante o pTENS. O aumento da conectividade entre o ACC e o DLPFC pode ser um possível mecanismo de eficácia do pTENS. Essa conectividade parece ser específica do pTENS quando comparada ao sTENS.

Palavras Chave ( separado por ; )

Bexiga Hiperativa; Ressonância Nuclear Magnética Funcional; Uroterapia; Eletroestimulação Sacral

Área

Urologia Pediátrica

Instituições

Universidade Federal de Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, Yale University - - Estados Unidos

Autores

Jose Murillo B Netto, Dustin Scheinost, John Onofrey, Israel Franco