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Dados do Trabalho


Título

FATORES QUE INFLUENCIAM A SAUDE SEXUAL DO PACIENTE MASCULINO PORTADOR DE ESPINHA BIFIDA

Resumo

Introdução:
A saúde sexual dos jovens com espinha bífida (EB) tornou-se uma preocupação crescente, uma vez que as terapias modernas melhoraram a expectativa de vida dessa população. No entanto, a sexualidade permanece um tema pouco investigado e debatido. Poucos estudos apresentam dados associando condições urológicas e disfunção sexual entre os pacientes com EB. Assim, considera-se um tema relevante entre os urologistas.
Objetivo:
Este estudo tem como objetivo avaliar os fatores que influenciam a saúde sexual dos pacientes com EB.
Materiais e métodos:
Um estudo multicêntrico de corte transversal baseado em entrevista incluindo 253 pacientes com EB foi realizado nos centros da Associação Espanhola de EB nas cidades de Barcelona, ​​Madrid e Málaga. Entre estes, 124 pacientes do sexo masculino que realizam acompanhamento médico em uma clínica urológica foram questionados acerca da qualidade de sua vida sexual e a relação com sua condição crônica.
Resultados:
Os pacientes apresentaram idade média de 28 anos (variação de 18 a 44 anos) e 58,9% relataram ter tido pelo menos uma experiência sexual em sua vida. A disfunção erétil (DE) ocorreu em 28,1%, sendo mais prevalente naqueles que apresentam lesão da medula espinhal de alto nível (taxas de DE de 40% dorsal vs. 9,3% de lesão lombar; p = 0,004). A presença de hidrocefalia não influenciou na qualidade da ereção (p = 0,75).
Ejaculação precoce, definida como ejaculação dentro de um minuto de relação sexual, ocorreu em 16,2% e anorgasmia em 13,5%. Entre aqueles que relataram ejaculação, a anterógrada ocorreu em 59,7%, tendendo a prevalecer em pacientes com capacidade de continência urinária.
Cateterismo intermitente foi realizado em 45,4% dos pacientes e não influenciou negativamente em seu desempenho sexual (taxas de ejaculação anterógrada ou disfunção erétil semelhante às daqueles que não realizaram cateterismo).
Conclusão:
Este estudo demonstra a necessidade de melhorar o atendimento urológico aos pacientes com espinha bífida buscando alcançar uma melhor qualidade de vida sexual. O cateterismo intermitente não deve ser contraindicado em relação ao risco de disfunção sexual. Como a maioria desses pacientes segue regularmente em clínica urológica, acredita-se que os urologistas são os profissionais mais treinados para tratar e informar acerca desse tema.

Palavras Chave ( separado por ; )

sexualidade; mielomeningocele

Área

Disfunção Sexual

Instituições

Fundació Puigvert - - Espanha, Universidade Federal de Santa Maria - Rio Grande do Sul - Brasil

Autores

Guilherme Lang Motta, Daniele Feliciani Taschetto, Anna Bujons, Tiago Elias Rosito