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Dados do Trabalho


Título

RETIFICAÇAO DO DEFERENTE CONVOLUTO COMO FORMA DE AUMENTO DO SEU COMPRIMENTO EM REVERSAO DE VASECTOMIA

Resumo

Introdução: No intra-operatório de reversão de vasectomia (RV) pode haver cotos curtos do deferente, não permitindo a sua aproximação sem tensão. Nestes casos, pode-se realizar a dissecção/liberação da cauda e do corpo do epidídimo para permitir o ganho de comprimento do coto do lado testicular, porém esta forma de tratamento necessita de abertura da túnica vaginal e de cuidados especiais com a hemostasia no leito da dissecção.
Objetivos: Relatar a retificação do deferente convoluto em RV quando os cotos do deferente são curtos e insuficientes para a sua aproximação.
Métodos:
Paciente n.1: 51 anos de idade, vasectomizado há 23 anos, história de herniorrafia inguinal na infância, foi submetido à RV. No intra-operatório, no lado direito, constatou-se ausência de grande parte do deferente, desde a cauda de epidídimo até a região inguinal, onde estava obstruído, inviabilizando a RV neste lado; porém, no lado esquerdo, os cotos do deferente eram curtos, sendo do lado abdominal em sua porção reta e, do lado testicular, em sua porção convoluta. Optou-se então pela retificação minuciosa de aproximadamente 1,5 cm do deferente convoluto esquerdo, sob visão microscópica para minimizar a lesão vascular e evitar a perfuração de sua parede, esta última foi comprovada a ausência de perfuração por meio da infusão de soro fisiológico na luz do deferente. A retificação do deferente convoluto permitiu o alongamento suficiente do mesmo para a realização da vaso-vasostomia microcirúrgica à esquerda, sem tensão.
Paciente n.2: 29 anos de idade, vasectomizado há 4 anos, foi submetido à RV. No intra-operatório, bilateralmente, os cotos do deferente eram curtos, semelhantes aos achados dos cotos do deferente esquerdo do paciente n.1, sendo igualmente realizada a retificação de aproximadamente 1,5 cm do deferente convoluto, em ambos os lados, permitindo também o alongamento suficiente dos mesmos para a realização da vaso-vasostomia microcirúrgica bilateral, sem tensão.
Resultados: A RV do paciente n. 1 evoluiu para normozoospermia, resultando em gravidez à termo de sua esposa, e RV do paciente n.2 evoluiu para oligozoospermia, atualmente em tratamento clínico.
Conclusões: Nos casos descritos de reversão de vasectomia, em que os cotos dos deferentes são curtos, a retificação do coto do deferente convoluto, sob magnificação ótica, permitiu um alongamento adequado do mesmo para a realização da vaso-vasostomia, resultado em patência pós-operatória da via seminal.

Palavras Chave ( separado por ; )

Deferente convoluto; Vaso-vasostomia; Deferente; Reversão de vasectomia

Área

Infertilidade

Instituições

CLÍNICA LOS ANGELES - Parana - Brasil

Autores

FERNANDO LORENZINI, MARIANA SIMONATO LORENZINI