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Dados do Trabalho


Título

PROTOCOLO DE ABORDAGEM DAS OBSTRUÇOES URETERAIS MALIGNAS DO INSTITUTO MARIO PENNA

Resumo

Introdução
A obstrução do trato urinário superior (TUS) secundária a neoplasias malignas representa grave complicação de doenças avançadas ou metastáticas. O Instituto Mário Penna recebe portadores de neoplasias avançadas e apresenta uma alta prevalência de casos de Obstrução ureteral maligna (OUM). Um modelo de estratificação de risco e previsão de taxa de sucesso das desobstruções do TUS foi necessário.
Métodos
Foi realizada uma revisão bibliográfica da literatura especializada entre julho de 2017 e novembro de 2018, utilizando os bancos de dados Medline e PubMed
Resultados
Um estudo prospectivo acompanhou 208 pacientes de 2009 a 2012. Como sinais de mau prognóstico foram identificados número de sítio de metástases maior ou igual a 4 e índice de performance status (ECOG) maior ou igual a 2. Quando uma combinação destes dois fatores, a sobrevida em 06 meses é estimada em 14,3%.
A técnica mais adequada para cada caso deve ser escolhida. Um estudo retrospectivo avaliou fatores preditores para falha na tentativa de passagem de cateter duplo J em 164 pacientes. Em análise multivariada, o grau de hidronefrose e invasão direta da bexiga se mostraram significativos . Caso o método escolhido para a desobstrução seja a nefrostomia percutânea, um estudo retrospectivo evidenciou melhora da função renal em 88% dos pacientes submetidos ao procedimento, independente se realizado uni ou bilateralmente. Uma análise retrospectiva, avaliou 57 pacientes mantidos com nefrostomia de 2011 a 2013. As trocas devido a complicações infecciosas diminuiu de 50% para 25% quando comparadas as periodicidades trimestral e bimestral. Isso acarretou numa redução dos custos hospitalares anuais.
Discussão
Foi elaborada uma proposta de protocolo para estratificação dos pacientes portadores de OUM. Um algoritmo de consulta rápida foi desenvolvido. Os fatores de mau prognósticos são avaliados – nível de albumina sérico (<3mg/dL), grau de hidronefrose (<3), ECOG performance status (>2) e número de eventos de disseminação tumoral (até 3).
Para a decisão do método de desobstrução ureteral um segundo algoritmo foi elaborado. Em caso de invasão vesical, o método de escolha deve ser a nefrostomia percutânea. Para casos de compressão extrínseca tumoral, radioterapia prévia e o grau de hidronefrose são os fatores determinantes.
Conclusão
O protocolo de padronização de condutas para a desobstrução cirúrgica desses doentes foi criado para auxiliar na decisão terapêutica do Instituto Mário Penna.

Palavras Chave ( separado por ; )

Nefrostomia percutânea; Malignidade; Obstrução ureteral; Ureter

Área

Uro-oncologia

Instituições

Instituto Mário Penna - Minas Gerais - Brasil

Autores

Rodrigo Guimaraes Corradi, Renato Beluco Corradi Fonseca, Wadson Gomes Miconi, Alexandre Carvalho Menezes, Walter Luiz Cabral, Leonardo Soares Marques, Antonio Carvalho Junior, Diego Silveira Rodrigues, Marcelo Cançado Frois, Tarcisio Andrade Souza