Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

ANÁLISE DO GRAU DE INFORMAÇÃO SOBRE O RASTREAMENTO DO CÂNCER DE PRÓSTATA NOS PACIENTES QUE PROCURAM O UROLOGISTA EM UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA

Resumo

Objetivo: Avaliar se o paciente que busca atendimento médico em Urologia tem informações mínimas e adequadas sobre o rastreamento do câncer de próstata (CaP). Métodos: Estudo observacional/não-intervencionista, descritivo, realizado no Serviço de Urologia do Hospital Edmundo Vasconcelos, de setembro a dezembro de 2018. Os dados foram obtidos através de questionários (5 perguntas objetivas, com respostas de múltipla escolha; sem identificação nominal, em linguagem fácil, simples e direta, a respeito do rastreamento do CaP) sem influências na rotina/tratamento dos participantes da pesquisa. Os resultados foram analisados de forma anônima e apresentados de forma agregada, não permitindo a identificação dos participantes da pesquisa.
Resultados: Com relação a pergunta “Quando o homem deve procurar o urologista para realizar exame da próstata?”, 209 pacientes (55,3%) responderam “40 anos”; 138 (36,5%), “45 anos”; 23 (6,1%), 50 anos; e 8 (2,1%), 55 anos. Em relação a pergunta “Qual situação apresenta maior risco para câncer de próstata?”, 303 (80,2%) consideraram a história familiar como maior fator de risco para a doença. Em relação a pergunta “Caso tenha alguém na família com câncer de próstata, quando realizar o exame da próstata?”, 265 (70,1%) respostas indicaram 35 anos (134; 35,4%) ou 40 anos (131; 34,7%), 94 (24,9%) indicaram 45 anos e 19 (5%), 50 anos. Em relação a pergunta “Com qual idade o homem deve parar de fazer exame da próstata?”, 366 (96,8%) responderam “nunca”. Em relação a pergunta “Quais exames devem ser feitos como “rotina da próstata”?”, 146 (38,6%) indicaram como resposta “PSA e exame de toque retal”; 121 (32,0%), “PSA, ultrassonografia, ressonância magnética e toque retal”; 36 (9,5%) pacientes responderam “somente PSA”. Conclusão: Demonstrou-se noção inadequada a respeito de questões básicas relacionadas ao rastreamento do CaP, o que pode ser uma tendência disseminada e ter repercussões negativas e significativas na saúde física, estresse psicológico/emocional e impacto econômico/financeiro. Estudos maiores e multicêntricos podem determinar se os resultados obtidos nesse trabalho representam uma pequena parte de um contexto mais amplo de senso comum inadequado, o que pode ser modificado com políticas públicas para esclarecimento da população e, assim, diminuir os impactos decorrentes da falta de informação.

Palavras Chave ( separado por ; )

rastreamento; câncer de próstata; riscos; noção; pacientes

Área

Uro-oncologia

Instituições

Hospital Edmundo Vasconcelos - Sao Paulo - Brasil

Autores

Rodrigo de Azevedo, Luciana Garcia Pereira Castro, Renato Amaral Valentim, Maurício Costa Manso de Almeida