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Dados do Trabalho


Título

VERIFICAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA E DA EVOLUÇÃO PERI-OPERATÓRIA EM TRANSPLANTES RENAIS REALIZADOS NO OESTE DO PARANA

Resumo

Introdução: O transplante renal é considerado a melhor alternativa para o tratamento substitutivo renal, pois leva a melhor qualidade de vida devido a independência da diálise e das restrições dietéticas. Podem ser utilizados rins de doadores vivos ou falecidos, porém com resultados melhores nos doadores vivos.
Objetivos: Analisar as características epidemiológicas e do peri-operatório em transplantes renais realizados na cidade de Cascavel, no Paraná.
Métodos: O trabalho é uma análise retrospectiva de 13 pacientes submetidos a transplante renal dos anos de 2016 a 2018. Obtiveram-se os dados através de revisão de prontuários. Resultados: De um total de 13 pacientes, 9 foram transplantes de doadores falecidos e 4 vivos. Em relação ao sexo dos doadores, 6 eram homens e 7 mulheres, com média de idade de 38 anos para os homens (mais jovem com 22 anos e mais velho com 57) e de 43 para as mulheres (mais jovem com 31 anos e mais velha com 63). Dois doadores tinham hipertensão como comorbidade. Quanto aos receptores, houve 9 homens e 4 mulheres, sendo que a média de idade era de 46,6 anos para os homens (mais jovem com 21 anos e mais velho com 71) e de 48,5 anos para as mulheres (mais jovem com 27 anos e mais velha com 59). Houve 9 receptores com hipertensão e 2 deles também eram diabéticos. Quanto ao tempo de diálise, 1 paciente tinha menos de 1 ano em diálise, 7 pacientes tinham entre 1 a 3 anos e 4 tinham mais de 3 anos. No procedimento cirúrgico, a média de tempo de isquemia fria para os doadores vivos foi de 30 minutos e para doadores falecidos foi de 22 horas e 37 minutos. Para o posicionamento do enxerto, em 7 procedimentos foi utilizada a fossa ilíaca direita, e em 6 a fossa ilíaca esquerda. Foram 6 rins direitos e 7 rins esquerdos doados. Todos os implantes ureterais foram feitos pela técnica de Lich-Gregoir modificada. Não foram necessárias hemotransfusões. No pós operatório, não houve sinais de infecção em nenhum dos procedimentos. Foi relatado atraso na função do enxerto em 7 pacientes. Em todos eles, o enxerto doado era proveniente de doador falecido.
Conclusões: O transplante renal continua sendo o melhor tratamento substitutivo renal, com bons resultados na recuperação da função renal. Os resultados mostram que a técnica é segura e que a função do enxerto costuma ser bem mais precoce nos transplantes com doadores vivos. Os dados do estudo corroboram com os resultados da literatura atual.

Palavras Chave ( separado por ; )

Palavras-chave: Transplante renal; doador; receptor.

Área

Transplante Renal / Miscelânea

Instituições

Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz - Parana - Brasil

Autores

Júlio César Ignochevski Poppi, Fabio Luiz de Souza, Paula Carolina Mocelin, Victoria Alexia Enriconi Arend, Felipe Mocelin, Gabriela Cristina Dantas, Lavinia Vigo Titenis, Lucas Zenni Salomão, Isabella Ortega De Lima, Marcelo Barbosa Coelho Filho